O governo brasileiro está debatendo a possibilidade de estabelecer uma reserva estratégica de Bitcoin, visando diversificar os ativos do país e fortalecer sua posição econômica no cenário global. Pedro Giocondo Guerra, chefe de gabinete do vice-presidente Geraldo Alckmin, destacou a relevância dessa iniciativa para a prosperidade nacional, referindo-se ao Bitcoin como o “ouro digital” que permite a transferência ágil de riqueza e o armazenamento seguro do trabalho produzido.
Proposta Legislativa em Andamento
Em novembro de 2024, o deputado federal Eros Biondini (PL-MG) apresentou o Projeto de Lei 4501/2024, propondo a criação da Reserva Estratégica Soberana de Bitcoins (RESBit). O objetivo é alocar inicialmente 5% das reservas internacionais do Brasil em Bitcoin, o que equivaleria a aproximadamente US$ 17,75 bilhões ou 177.500 BTC, com aumentos graduais planejados para assegurar a soberania financeira do país nas próximas décadas.
Apoio Crescente e Contexto Internacional
A proposta de Biondini tem ganhado apoio entre parlamentares e membros do mercado de criptoativos. Ele ressaltou que muitos colegas que anteriormente desconheciam o Bitcoin agora demonstram interesse e buscam informações adicionais. Além disso, Biondini mencionou que iniciativas semelhantes em outros países, como a ordem executiva do presidente dos EUA, Donald Trump, para a criação de uma reserva de ativos digitais, reforçam a relevância do projeto brasileiro.
Experiência Internacional e Perspectivas Futuras
O deputado também destacou a experiência de El Salvador, que adotou o Bitcoin como moeda oficial, resultando em melhorias na segurança e no turismo. Embora reconheça os benefícios dessa abordagem, Biondini prefere, neste momento, focar na implementação da reserva estratégica de Bitcoin no Brasil, considerando-a um passo crucial para a inclusão do país na vanguarda das inovações financeiras globais.
Conclusão
A consideração de uma reserva estratégica de Bitcoin pelo Brasil reflete uma tendência global de diversificação de ativos e adaptação às novas tecnologias financeiras. A implementação dessa iniciativa poderia fortalecer a economia brasileira, promover a soberania financeira e posicionar o país de forma competitiva no cenário econômico internacional.