O Brasil acaba de lançar sua primeira stablecoin totalmente lastreada em reais e títulos do governo federal: a BRL1. Desenvolvida por um consórcio formado pelas exchanges Bitso, Foxbit e Mercado Bitcoin (MB), em parceria com a provedora de liquidez internacional Cainvest, a BRL1 tem como objetivo aprimorar a liquidez e facilitar transações entre exchanges nacionais e internacionais.
Principais características da BRL1
- Eliminação de barreiras nas transações: A BRL1 foi projetada para remover obstáculos na movimentação de valores entre diferentes plataformas. As exchanges participantes listarão o par BRL1/BRL sem taxas, permitindo conversões gratuitas entre a stablecoin e o real, tornando as transações mais acessíveis e eficientes.
- Infraestrutura aprimorada: Segundo Fabrício Tota, VP de Novos Negócios do Mercado Bitcoin, a stablecoin visa melhorar a infraestrutura do mercado brasileiro, permitindo transferências diretas entre exchanges sem complicações, criando um ecossistema mais integrado e eficiente para investidores e traders.
- Liquidez ampliada: A Cainvest desempenha um papel fundamental ao ampliar a liquidez da BRL1 por meio do RFQ (Request for Quote), permitindo conversões diretas entre BRL1-USDT e BRL1-USDC. Dessa forma, os usuários podem trocar stablecoins lastreadas em dólar de maneira rápida e segura.
- Tecnologia e segurança: A BRL1 opera na blockchain Polygon, escolhida por sua escalabilidade e baixos custos de transação, garantindo uma experiência otimizada tanto para transferências entre exchanges quanto para uso em protocolos DeFi e soluções financeiras descentralizadas.
Parcerias estratégicas e conformidade regulatória
- Custódia e tokenização seguras: A Fireblocks assegura a custódia e tokenização da BRL1, oferecendo padrões globais de segurança para ativos digitais.
- Assessoria jurídica especializada: O escritório Pinheiro Neto Advogados atua na assessoria jurídica do projeto, garantindo conformidade regulatória e governança sólida.
Expansão e adoção no mercado
- Projeções de emissão: A previsão é que o volume emitido em 2025 ultrapasse R$ 50 milhões, com potencial de crescimento para R$ 100 milhões no primeiro ano.
- Parcerias futuras: O consórcio BRL1 segue em negociação com outras exchanges globais, visando ampliar ainda mais a adoção e liquidez da stablecoin no mercado internacional.
Conclusão
A introdução da BRL1 representa um marco significativo para o mercado cripto brasileiro, oferecendo uma solução estável e segura para transações digitais. Com o suporte de instituições renomadas e infraestrutura tecnológica avançada, a BRL1 tem o potencial de impulsionar a inovação financeira no país e fortalecer a posição do Brasil no cenário global de ativos digitais.