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	<title>criptomoedas para iniciantes &#8211; Brasil Crypto News</title>
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	<title>criptomoedas para iniciantes &#8211; Brasil Crypto News</title>
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		<title>Brasil lidera a América Latina em criptomoedas, mas cresce menos que os vizinhos e as stablecoins são o motivo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alex Godoi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2026 14:07:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil segue como o maior mercado de criptomoedas da América Latina, mas está perdendo velocidade justamente no momento em que seus vizinhos aceleram. É o que mostra o relatório de 2026 sobre adoção de criptomoedas na região, divulgado pela Chainalysis nesta sexta-feira (25). Segundo o levantamento, o país recebeu mais de US$ 252 bilhões [...]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Brasil segue como o maior mercado de criptomoedas da América Latina, mas está perdendo velocidade justamente no momento em que seus vizinhos aceleram. É o que mostra o relatório de 2026 sobre adoção de criptomoedas na região, divulgado pela Chainalysis nesta sexta-feira (25). Segundo o levantamento, o país recebeu mais de US$ 252 bilhões (cerca de R$ 1,46 trilhão) em entradas de criptoativos no período analisado, quase três vezes o volume registrado pela Argentina, a segunda colocada. O detalhe que chama atenção é que essa liderança em valor absoluto veio acompanhada de retração frente ao ano anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, o restante da região compensou com folga: o México cresceu 25,5%, a Argentina 15,3%, a Colômbia 13,8% e a Venezuela surpreendeu com uma alta de 107,2%. O fio condutor por trás de praticamente todo esse crescimento tem nome e sobrenome: stablecoins, as criptomoedas atreladas ao dólar que deixaram de ser apenas ficha de negociação em corretora para virar, cada vez mais, instrumento real de pagamento, poupança em dólar e proteção cambial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por que o Brasil desacelerou mesmo liderando</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ficar em primeiro lugar e, ainda assim, ser a notícia de desaceleração pode soar contraditório, mas faz sentido dentro do contexto. O mercado brasileiro já é maduro: existe uma base grande e consolidada de usuários, exchanges regulamentadas operando há anos e um volume histórico elevado, o que naturalmente reduz o espaço para taxas de crescimento explosivas, o chamado &#8220;efeito base&#8221;. Em mercados como Venezuela e México, o ponto de partida era menor, e qualquer novo fluxo relevante se traduz em percentuais de crescimento muito mais expressivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso venezuelano é o mais chamativo do relatório. A Chainalysis atribui o salto de 107,2% a um choque político ocorrido em janeiro, quando o líder Nicolás Maduro teria sido detido pelo Exército dos Estados Unidos em solo venezuelano, evento que teria acelerado o uso de infraestrutura cripto já existente no país como alternativa a um sistema bancário local fragilizado. Vale frisar: trata-se de uma leitura atribuída diretamente ao relatório da Chainalysis, sem confirmação independente até o momento desta publicação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O comparativo regional, país por país</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 1, Adoção de cripto na América Latina (relatório Chainalysis 2026)</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><td><strong>País</strong></td><td><strong>Destaque do relatório</strong></td><td><strong>Dado principal</strong></td></tr></thead><tbody><tr><td>Brasil</td><td>Líder em valor recebido</td><td>Mais de US$ 252 bi em entradas, com retração ante o ano anterior</td></tr><tr><td>México</td><td>Hub regional de stablecoins</td><td>81% da atividade cripto local em stablecoins; US$ 1,8 bi/mês (jun/26)</td></tr><tr><td>Argentina</td><td>2º maior mercado da região</td><td>Crescimento de 15,3% no período</td></tr><tr><td>Colômbia</td><td>Crescimento consistente</td><td>Alta de 13,8% no período</td></tr><tr><td>Venezuela</td><td>Maior variação percentual</td><td>Salto de 107,2%, ligado a evento político de janeiro</td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O detalhe que muda a forma como a região usa cripto</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além do ranking por país, um número do relatório resume bem a virada de comportamento na região: hoje, apenas 28,8% dos fundos cripto na América Latina ficam em carteiras de autocustódia, sob controle direto do próprio usuário, sem depender de terceiros. Antes de 2022, essa fatia passava de 50%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso quer dizer que cada vez mais gente prefere deixar seus ativos digitais em exchanges e bancos digitais, trocando o controle total (e a responsabilidade total) por conveniência: comprar, guardar, converter, transferir e gastar dentro do mesmo aplicativo, sem precisar gerenciar chaves privadas ou correr o risco de perder o acesso à própria carteira. Gabriel Campa, responsável por ativos digitais da Towerbank, resume essa mudança de comportamento como um movimento em que o cliente não quer mais ter a conta bancária de um lado e os ativos digitais de outro, ele quer os dois serviços dentro da mesma relação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem está começando agora, vale entender o trade-off por trás dessa escolha: autocustódia dá mais controle, mas também mais responsabilidade, perder a chave de acesso pode significar perder os fundos de forma definitiva. Já exchanges e plataformas centralizadas são mais convenientes e, em geral, mais fáceis para iniciantes, mas dependem inteiramente da solidez e da idoneidade da instituição escolhida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E no Brasil, especificamente, quem está usando o quê</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Fora do relatório da Chainalysis, dados oficiais divulgados recentemente pela Receita Federal ajudam a completar o quadro sobre o mercado brasileiro. No primeiro semestre de 2026, o volume de criptoativos declarado no país somou R$ 283,1 bilhões, alta de 21,3% sobre o mesmo período de 2025 e o maior resultado da série histórica iniciada em 2019. Desse total, R$ 199,5 bilhões, ou 76,5% de tudo que foi movimentado, envolveu a stablecoin USDT (Tether), e as exchanges nacionais responderam por 62,8% do volume, com mais de 4 milhões de CPFs únicos participando do mercado mensalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tabela 2, Brasil em números: 1º semestre de 2026</strong></p>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><td><strong>Indicador</strong></td><td><strong>Valor</strong></td></tr></thead><tbody><tr><td>Volume total declarado</td><td>R$ 283,1 bilhões</td></tr><tr><td>Crescimento vs. 1º sem/2025</td><td>+21,3%</td></tr><tr><td>Participação da USDT no volume</td><td>76,5% (R$ 199,5 bi)</td></tr><tr><td>Participação de exchanges nacionais</td><td>62,8% (R$ 177,6 bi)</td></tr><tr><td>CPFs únicos participando por mês</td><td>Mais de 4 milhões</td></tr></tbody></table></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Receita Federal, dados compilados pelo BPMoney.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Juntando os dois retratos, o regional da Chainalysis e o nacional da Receita Federal —, a conclusão é a mesma sob dois ângulos diferentes: o Brasil segue como o maior mercado cripto absoluto da região, mas o motor real desse mercado, tanto aqui quanto nos vizinhos, já não é mais a especulação com Bitcoin ou altcoins. É a stablecoin, usada como uma espécie de dólar digital de bolso.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que isso muda para quem está começando a investir</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Entender que &#8220;cripto&#8221;, hoje, é sinônimo de stablecoin para a maioria dos usuários latino-americanos, antes de comprar Bitcoin ou uma altcoin, vale entender o que é uma stablecoin e por que ela é usada de forma tão diferente</li>



<li>Verificar sempre se a exchange escolhida é regulamentada e autorizada a operar no Brasil, já que a migração para plataformas centralizadas aumenta a dependência da idoneidade dessas empresas</li>



<li>Pesquisar a fundo antes de decidir entre autocustódia (carteira própria) e custódia em exchange, não existe opção &#8220;certa&#8221; para todo mundo, apenas a mais adequada ao seu perfil e nível de experiência</li>



<li>Acompanhar a evolução regulatória brasileira, já que o país caminha para tratar operações com stablecoins como operações cambiais a partir de 2026</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que observar nas próximas semanas</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Publicação de recortes adicionais do relatório da Chainalysis, por segmento (P2P, DeFi, remessas internacionais)</li>



<li>Evolução da regulamentação brasileira de stablecoins e seu efeito sobre exchanges locais</li>



<li>Se a tendência de migração para custódia centralizada se mantém ou se reverte com o avanço regulatório</li>



<li>Novos dados trimestrais da Receita Federal sobre volume declarado de criptoativos no Brasil</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O retrato que emerge desses dois relatórios é o de uma América Latina deixando de tratar cripto como aposta especulativa para tratá-la como infraestrutura financeira paralela, especialmente em países com câmbio instável ou acesso bancário limitado. O Brasil segue na liderança em volume, mas a corrida agora é outra: não é mais sobre quem movimenta mais dinheiro, e sim sobre quem consegue transformar esse volume em uso real, recorrente e regulado. Por enquanto, os dados sugerem que o país ainda tem lição de casa a fazer nesse quesito.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Aviso legal</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico e não constitui recomendação de investimento. Criptoativos são investimentos de alto risco, sujeitos a forte volatilidade e à possibilidade de perda total do capital investido. Rentabilidade passada não garante resultados futuros. Antes de investir, avalie seu perfil de risco e, se necessário, busque orientação de um profissional qualificado.</em></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tags</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Brasil, criptomoedas, stablecoins, América Latina, Chainalysis, USDT, Tether, adoção cripto, Receita Federal, exchanges, autocustódia, mercado cripto, criptomoedas para iniciantes, regulação cripto, dólar digital</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fontes consultadas</strong></h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Chainalysis, 2026 Latin America Crypto Adoption Report</li>



<li>CriptoFacil, Brasil lidera entradas, mas México e Venezuela puxam cripto</li>



<li>BPMoney, Criptomoedas movimentam R$ 283,1 bilhões no Brasil no 1º semestre de 2026 (dados da Receita Federal)</li>
</ul>
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