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	<title>Resolução BCB 561 &#8211; Brasil Crypto News</title>
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		<title>ESMA dá prazo até janeiro para retirar stablecoins fora do MiCA: o que muda para investidores e plataformas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alex Godoi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 13:30:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) orientou reguladores da União Europeia a exigir que plataformas licenciadas pelo regulamento MiCA encerrem, até 8 de janeiro de 2027, serviços ligados a stablecoins que não atendam às regras europeias. A recomendação, publicada em 8 de outubro, alcança atividades como negociação, custódia e transferências para [...]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) orientou reguladores da União Europeia a exigir que plataformas licenciadas pelo regulamento MiCA encerrem, até 8 de janeiro de 2027, serviços ligados a stablecoins que não atendam às regras europeias. A recomendação, publicada em 8 de outubro, alcança atividades como negociação, custódia e transferências para clientes da UE. A decisão coloca as stablecoins novamente no centro do debate sobre regulação global — mas não significa que brasileiros perderão automaticamente acesso a USDT, USDC ou outros tokens.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que a ESMA decidiu</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A orientação da ESMA é dirigida às autoridades nacionais e às empresas de criptoativos que operam sob o MiCA, o marco regulatório europeu para ativos digitais. A agência pede que prestadores de serviços autorizados deixem de oferecer serviços relacionados a stablecoins que não estejam em conformidade com as exigências aplicáveis. O prazo para resolver exposições já existentes termina, no máximo, em 8 de janeiro de 2027, embora autoridades locais possam determinar datas anteriores. [web:7][web:40]</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança importa porque a orientação anterior da ESMA, publicada em janeiro de 2025, já restringia certas atividades de negociação e troca, mas permitia que alguns serviços de custódia e transferência continuassem disponíveis. O novo parecer amplia a expectativa de supervisão para esses serviços. Durante a transição, reguladores podem permitir operações limitadas para que clientes vendam, troquem ou retirem posições existentes — não para que aumentem livremente sua exposição. [web:7]</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ESMA não apontou tokens específicos pelo nome. A Coinbase, por sua vez, identificou o USDt (USDT), da Tether, e o PayPal USD (PYUSD) como ativos que considera não conformes no Espaço Econômico Europeu e informou a seus clientes locais sobre medidas e prazos próprios. Isso é uma posição comunicada pela empresa, não uma lista oficial de tokens publicada pela ESMA. [web:7]</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que essa notícia importa agora</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Stablecoins como USDT e USDC são usadas para negociar criptoativos, guardar valor referenciado ao dólar e movimentar fundos entre plataformas. A regulação europeia pode alterar a disponibilidade desses ativos em corretoras e serviços que atendem residentes da UE. Para o mercado global, a notícia é um lembrete prático: uma stablecoin pode continuar funcionando na blockchain e, ao mesmo tempo, deixar de ser oferecida por uma plataforma em determinada região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa diferença entre o token e o serviço costuma confundir iniciantes. Uma regra que limita corretoras europeias não apaga automaticamente o contrato de um token, não congela todas as carteiras e não equivale a uma proibição mundial. O efeito direto recai sobre prestadores regulados e clientes abrangidos pela legislação europeia; outras jurisdições aplicam seus próprios critérios. A disponibilidade também pode variar de uma exchange para outra.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que muda para brasileiros</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para quem está no Brasil, a orientação da ESMA não cria, por si só, uma obrigação de vender stablecoins nem cancela saldos mantidos em plataformas brasileiras. O impacto mais imediato é indireto: empresas globais podem ajustar produtos, listagens, transferências ou políticas de atendimento para cumprir exigências de diferentes países. Um usuário brasileiro com conta em uma plataforma internacional deve conferir qual entidade contratou, qual país rege o serviço e se a conta está vinculada ao Espaço Econômico Europeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O contexto doméstico também merece atenção. A Resolução BCB nº 561/2026, em vigor desde 1º de outubro, alterou regras do serviço eFX: na liquidação entre o prestador e a contraparte no exterior, a norma prevê operação de câmbio ou movimentação em conta em reais de não residente, afastando ativos virtuais dessa etapa específica. Isso não é uma proibição geral de comprar, manter ou transferir criptoativos por pessoas físicas; trata-se de uma regra para um fluxo regulado de pagamentos e transferências internacionais. [web:39][web:42][web:49]</p>



<p class="wp-block-paragraph">A distinção é essencial para evitar conclusões alarmistas. O parecer europeu trata de serviços com stablecoins não conformes ao MiCA na União Europeia. A regra brasileira mencionada trata de uma etapa específica da liquidação de operações eFX. São normas diferentes, com escopos, autoridades e públicos distintos. Nenhuma das duas, isoladamente, autoriza afirmar que “stablecoins foram proibidas no Brasil”.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é MiCA, em linguagem simples</h2>



<p class="wp-block-paragraph">MiCA é o regulamento da União Europeia que estabelece regras para emissores de determinados criptoativos e prestadores de serviços, incluindo exigências de autorização, divulgação e proteção aos usuários. Para stablecoins, o enquadramento depende das características do token e das obrigações aplicáveis ao emissor e aos serviços prestados. Na prática, uma plataforma que atende clientes europeus precisa avaliar se pode continuar listando, custodiar ou transferir cada ativo dentro desse marco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso cria uma consequência comercial: emissores e plataformas podem ter incentivo para adaptar documentação, reservas, resgate e estrutura regulatória ao mercado europeu. Outros podem restringir o acesso local, migrar clientes para ativos aceitos ou encerrar determinados serviços. A opção concreta depende de cada empresa e das decisões das autoridades nacionais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Comparativo: alcance das regras</h2>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><tbody><tr><td><strong>Tema</strong></td><td><strong>Europa — ESMA/MiCA</strong></td><td><strong>Brasil — Resolução BCB 561</strong></td></tr><tr><td><strong>Quem alcança</strong></td><td>Prestadores MiCA e clientes na UE</td><td>Prestadores no fluxo regulado eFX</td></tr><tr><td><strong>Foco</strong></td><td>Serviços com stablecoins não conformes</td><td>Liquidação do fluxo entre eFX e contraparte externa</td></tr><tr><td><strong>Prazo/data</strong></td><td>Até 8 jan. 2027, no máximo; pode haver prazo anterior</td><td>Regra em vigor desde 1º out. 2026</td></tr><tr><td><strong>O que não significa</strong></td><td>Proibição mundial ou lista oficial de tokens</td><td>Proibição geral de stablecoins para pessoas físicas</td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Europa — ESMA/MiCA</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Público diretamente alcançado: prestadores de serviços autorizados pelo MiCA e clientes na União Europeia. Foco: serviços envolvendo stablecoins não conformes. Prazo indicado: tratar exposições existentes até, no máximo, 8 de janeiro de 2027. A ESMA não nomeou tokens específicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Brasil — Resolução BCB 561</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Público diretamente alcançado: prestadores do serviço eFX no fluxo regulado de pagamentos ou transferências internacionais. Foco: forma de liquidação entre prestador brasileiro e contraparte estrangeira. Início da regra: 1º de outubro de 2026. Não é uma vedação geral ao uso de criptoativos por pessoas físicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que não se deve concluir</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não há, com base nessas medidas, uma proibição mundial de USDT ou de stablecoins, nem uma ordem geral para que brasileiros liquidem suas carteiras. O tratamento depende da jurisdição, da entidade prestadora e do tipo de operação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que o investidor iniciante pode fazer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de movimentar uma stablecoin, o usuário pode adotar alguns cuidados simples — sem confundir informação com recomendação de investimento:</p>



<h2 class="wp-block-heading">Checklist prático</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li>Verifique se a corretora enviou aviso específico sobre sua conta e sua região.</li>



<li>Confirme em qual entidade jurídica sua conta está registrada e quais termos se aplicam.</li>



<li>Não tome uma decisão por manchetes que usem “proibição global” sem explicar o escopo.</li>



<li>Confira a rede correta antes de transferir: enviar um token por uma blockchain incompatível pode causar perda de fundos.</li>



<li>Considere riscos próprios de stablecoins, incluindo emissor, reservas, resgate, liquidez, custódia, risco operacional e mudanças regulatórias.</li>



<li>Guarde registros de operações e consulte orientação profissional para dúvidas tributárias ou regulatórias pessoais.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Leitura de mercado: conformidade vira diferencial</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A principal leitura editorial é que a disputa por stablecoins está evoluindo de uma corrida por liquidez para uma combinação de liquidez e acesso regulatório. Um ativo pode ter alto volume e ampla integração, mas ainda assim enfrentar restrições em mercados específicos. Para exchanges e emissores, conformidade passa a influenciar distribuição, parcerias bancárias e continuidade de serviços — além de reputação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para usuários brasileiros, isso aumenta o valor de acompanhar não só o preço do dólar ou a cotação do token, mas também a infraestrutura por trás dele. Quem usa stablecoin como ponte entre corretoras, forma de pagamento ou reserva temporária deve entender onde está o custodiante, em que rede está o ativo e quais regras alcançam a operação. A conveniência de um dólar digital não elimina riscos jurídicos nem garante resgate instantâneo em qualquer situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também vale acompanhar como as plataformas implementarão o prazo europeu. A ESMA pede ação dos reguladores nacionais e admite que cada autoridade possa estabelecer datas anteriores. Portanto, usuários afetados devem se orientar pelos comunicados da própria plataforma e do regulador competente, em vez de presumir que todas as empresas agirão da mesma maneira.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Perguntas frequentes</h2>



<h2 class="wp-block-heading">A ESMA proibiu o USDT no mundo todo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não. A orientação se dirige à supervisão de prestadores de serviços regulados pelo MiCA na União Europeia. A ESMA não publicou uma lista nomeando tokens; a Coinbase identificou USDT e PYUSD como não conformes para seus clientes no Espaço Econômico Europeu. [web:7]</p>



<h2 class="wp-block-heading">Brasileiros precisam vender USDT até janeiro?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A orientação europeia, por si só, não estabelece esse prazo para residentes do Brasil. O efeito depende da jurisdição e da plataforma utilizada. Verifique as comunicações aplicáveis à sua conta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A regra brasileira proibiu stablecoins?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não como proibição geral. A Resolução BCB 561 regula a liquidação de um fluxo específico do serviço eFX; ela não deve ser resumida como uma proibição geral de compra, custódia ou transferência de criptoativos por pessoas físicas. [web:39][web:42][web:49]</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O prazo europeu para encerrar serviços com stablecoins não conformes ao MiCA é uma notícia relevante porque pode mexer com listagens, custódia e transferências em plataformas que atendem clientes da União Europeia. Para o público brasileiro, o recado não é entrar em pânico nem presumir uma proibição local: é distinguir regras por país, entender o serviço utilizado e acompanhar os avisos da plataforma. Em um mercado cada vez mais integrado, a regulação de uma região pode reverberar globalmente — mas o efeito concreto depende de quem presta o serviço e de onde o cliente está.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Aviso legal</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Este conteúdo tem caráter informativo e jornalístico e não constitui recomendação de investimento, oferta, solicitação ou aconselhamento jurídico, tributário ou financeiro. Criptoativos e stablecoins envolvem riscos, incluindo volatilidade, falha de custódia, perda de paridade, problemas de liquidez e mudanças regulatórias. Faça sua própria pesquisa e, quando necessário, procure um profissional qualificado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tags</h2>



<p class="wp-block-paragraph">stablecoins, MiCA, ESMA, USDT, Tether, PYUSD, USDC, criptomoedas, regulação cripto, União Europeia, Banco Central, Brasil, Resolução BCB 561, pagamentos internacionais, blockchain, mercado cripto</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Fontes consultadas (para conferência editorial)</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ESMA — orientação sobre serviços relacionados a stablecoins não autorizadas, 8 out. 2026: https://www.esma.europa.eu/press-news/esma-news/esma-sets-out-supervisory-expectations-services-related-unauthorised</li>



<li>Cointelegraph — prazo de três meses e contexto MiCA, 8 out. 2026: https://cointelegraph.com/news/esma-unauthorised-stablecoins-three-month-deadline</li>



<li>Banco Central do Brasil — Resolução BCB nº 561: https://www.bcb.gov.br/api/conteudo/app/normativos/exibenormativo?p1=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20BCB&amp;p2=561</li>



<li>ConJur — escopo da Resolução 561/eFX: https://conjur.com.br/2026-jun-09/inovacao-mas-com-controle-bc-restringe-uso-de-stablecoins-em-pagamentos-internacionais/</li>
</ul>
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